Hoje (26.05.2011,19:22)
Hoje
Uma mão
Opressora
Pairou sobre mim
Uma nuvem negra
Uma tempestade de nada
Um despropósito com tudo
Um desconforto com o espelho
Um excesso de artigos indefinidos
Um esquecimento de todo ensinamento
Um gosto amargo
Uma necessidade desnecessária da palha
Falta de ritmo e sabor
De qualquer colorir de cor
Jogos que eu sei de cor
Auto-decepção e não sei
Não quero acreditar
Em qualquer explicação
Não quero acreditar que não quero acreditar
Descrédito a tudo
Às músicas e às crenças principalmente
Sono prolongado por horas
Tenho fugido para meus sonhos
E os esquecido assim que deixo a cama
Tenho fugido para os meus sonhos que são tantos
E deixado o mundo de cá
Passado mais tempo no reino onírico que no terreno
O que tem acontecido?
O que é esse medo?
Aonde foi a Lua?
Desci até o pátio e não a encontrei no céu
Cumprimentei uma passante e ela desviou o olhar
O que está acontecendo?
Thinking of myself with a shaved head
Em como não tenho confiado no meu inglês
E desconfiado do meu português
O que tem sido tudo o que tem sido?
O que tem sido esses dias e essas épocas?
Onde está a motivação?
O que faz meu relógio fazer tictactictactictac
Eu não conheço
Me veio o horror do autodesconhecimento
E a mentira que conto a mim mesmo
A mentira de que sou forte e não temo a morte
Tenho esperado que alguém me dê um presente
Uma caixa com uma bonita fita
Dentro da caixa a minha resposta
Tenho esperado que alguém ao menos me dê o mapa
Para que eu possa cavar o X
Sem errar
Tenho tido medo de errar
Desde sempre
Tenho medo do fracasso
Eles diziam “você é tão inteligente”
“você será grande”
“você pode tudo”
E não estou dizendo que não posso
Mas nunca gostei de elogios
Por quê?
Por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê por quê
Todos os porquês
Até um tempo atrás eu acreditava saber
E agora eu acredito que sabia
Mas onde foi parar meu saber?
Meu conhecimento
Tantos anos e tantas
Lamentações
Tanto tempo e tanta autopiedade
Tanta autopiedade
Piedade de mim
Eu queria ter uma camiseta com isso escrito
Piedade de mim
Adivinhe minhas angústias para que possa revelá-las a mim
Rime comigo
Me faça dançar
Me tire do meu umbigo
Ilumine meu caminho para fora do buraco negro da lamentoexistência
Deus
Deus?
Deus
?
Deus mesmo?
Me deixei levar pelos islandeses
Que acreditam cada um em sua crença
E nem sei se isso é verdade, foi só o que a Björk disse
Me deixei levar por tanto tempo
Me deixei levar por tanta gente
Me deixei levar por mim mesmo sem que soubesse aonde estava indo
Estive indo
Indo
Indochina
Jhaehrkjhgraiuhçepprpi
A sensação de que minha mente pisou numa mina
E não tirou o pé de cima para não ir pelos ares

“Um excesso de artigos indefinidos”
é…foda esse texto.
é…
é!
Sensacional!