o Cristo volta mas não como homem,
como deus feito homem, mas homem feito deus; onipresente mas sem lançar constante mão de sua onipresença, podendo assim degustar os momentos a vir; guardou sua onisciência na gaveta do meio de sua cômoda celestial, junto das meias, para que não estragasse as próprias surpresas.
e o povo que tanto clamou berrou e espera por ele que virá nos livrar do mal, o mesmo povo que o esticou a pregos e, se pudesse, anos mais tarde o lançaria ao fogo, paredão choque mortíferous.
esse povo se escandaliza quando ele expulsa jovens e crianças de assentos reservados a idosos, quando esvazia o cofre de um banco do brasil pra fazer um sopão perpétuo aos pedintes nossos de cada dia, quando marca onipresença em todos os cultos e missas e diz “geral aqui quando morrer vai pro inferno“, quando manda os violentores do ouro popular pro pau d’arara.
